domingo, 1 de junho de 2008

RIR: Bon Jovi de estoiro

Os Bon Jovi não vinham a Portugal há mais de uma década, por isso se para muitos este era o momento de rever o grupo que fez chorar tantas jovens -embora não faltassem fãs representantes do sexo masculino - para alguns era a estreia absoluta e para outros, ainda, a oportunidade de ver o concerto a que a tal adolescência vedara o acesso por obediência aos pais ou relembrar aquela que foi a banda que lhes marcou o primeiro concerto de estádio da sua vida.


A isso a trupe de Jon Bon Jovi respondeu com tudo o que tinha para dar: um concerto de mais de duas horas (um feito nos horários à risca do Rock In Rio) e um alinhamento em formato best-of, recheado de êxitos antigos e de outros mais recentes já convertidos em clássicos como 'It's My Life', 'Have a Nice Day' e até a faixa-título do mais recente álbum do grupo, 'Lost Highway'.


Mas a primeira grande explosão fez-se ao som de 'You Give Love a Bad Name', com as primeiras notas a levarem a multidão ao delírio. De resto, mesmo sem esgotar o segundo dia - com 75 mil pessoas - era impossível vislumbrar uma única clareira no recinto durante a actuação da banda.
'Born to Be My Baby' e 'Runaway' completaram o primeiro painel das recordações saudosistas.




O desfile das canções foi fazendo-se, então, ao ritmo delirante com que o público vibrava a cada acorde e repetia em coro as letras. Não houve tempos mortos. Jon Bon Jovi foi incansável até ceder um pouco em 'Keep The Faith', onde já se donotava, na voz, o "preço a pagar" pela sua total entrega e pela empatia que criou com o seu público. Richie Sambora, até aí concentrado na sua guitarra, assumiu também a voz para o cantor fazer uma pausa, cabendo-lhe a tarefa de interpretar o tema 'I'll Be There For You'. Nada que fizesse esmorecer a multidão que, tal como nas outras canções, continuaria a entoar em coro todas as passagens da letra e acender os telemóveis para "iluminar" o momento.


Mas a grande ovação coral seria ainda com Jon Bon Jovi e antes desta passagem de testemunho provisória. 'Always' fez-se ouvir mais através da assistência em uníssono do que propriamente através da voz do cantor. Essa seria apenas uma das ocasiões para se constatar a um nível maior a forma como o concerto dos Bon Jovi arrebatou o recinto da Bela Vista.


Já antes 'I'll Sleep When I'm Dead' tinha servido para a inclusão de um meddley com versões para 'Mercy', de Duffy, e 'Start Me Up', dos Rolling Stones. A mais country/western 'Blaze of Glory' e 'Bad Medicine' continuaram a incendiar a noite.




Jon Bon Jovi é, sem dúvida, a figura central do grupo, hoje alargado a sete elementos em palco, incluindo uma violinista. Mas era ao cantor que cabia puxar pelos pulos e pelas palmas sendo sempre o primeiro a dar o exemplo. A descida de Jon Bon Jovi junto ao público deixou em previsível êxtase a multidão, sobretudo a feminina. Nada que, no entanto, o impedisse de se aproximar e apertar as mãos dos seus fãs e dispensar com um sacudir de ombros e olhar reprovador a protecção do segurança que o agarrou. Da assistência trouxe um cachecol com as cores de Portugal e muito depois, já no regresso para o encore que seguiu a outro hino - 'Livin' On a Prayer', acompanhado de fogo de artifício- vestiria mesmo a camisola da selecção. O espectáculo terminou com 'Wanted Dead or Alive' e com os Bon Jovi, e principalmente o seu líder transpirando cansaço. Porque foram duas horas de pura entrega mútua, num dos melhores concertos de sempre do Rock In Rio-Lisboa e porque os Bon Jovi vestiram sem dúvida a camisola.

RIR: Bon Jovi, alinhamento

alinhamento completo do concerto dos Bon Jovi no Rock In Rio-Lisboa:


Lost Highway


Born To Be My Baby


You Give Love a Bad Name


Raise Your Hands


Runaway


I'll Sleep When I'm Dead


Whole Lot of Leavin'


In These Arms


Always


We Got It Going On


It's My Life


Keep the Faith


I'll Be There for You


Blaze of Glory


Who Says You Can't Go Home


Have a Nice Day


Bad Medicine


Livin' On a Prayer


Encore


Someday I'll Be Saturday Night


Wanted Dead or Alive

RIR: Alejandro Sanz sem encanto

Alejandro Sanz teve, no seu regresso ao Rock In Rio-Lisboa, uma dupla infelicidade. Por um lado, o alinhamento do programa que o colocaram imediatamente antes dos Bon Jovi, por outro o facto de o seu sucesso em terras lusas ter ficado cristalizado em temas como 'Corazón Partido'.


Com um concerto muito morno e arrastado, que beneficiou em boa parte da massa humana que não arredou pé para não perder o lugar e a visibilidade para os Bon Jovi, foi a surpresa do dueto com Ivete Sangalo, justamente em 'Corazón Partio', que animou as hostes.




Apesar de ter conquistado o Grammy Latino para Melhor Álbum Pop de 2007, com "El Tren de los Momentos" e dos esmerados cenários com projecções de imagens de estações comboios e cuidados jogos de luzes e mesmo recorrendo aos préstimos musicais da banda, com nuances funk e latino-americanas ou secundado-se dos elementos do coro e do salero "aflamencado" da sua voz, só mesmo as mais canções antigas, como 'Quando Nadie Me Ve' e 'Amiga Mia' conseguiram, ocasionalmente, tirar a multidão da apatia.

RIR: o furacão Alanis

Alanis Morissette foi a segunda artista a subir ao Palco Mundo, no segundo dia do Rock In Rio 08. Qual furacão, a cantora canadiana conquistou o público da primeira à última música, provando que o palco é o seu reduto e que mantém a energia e poder do rock no feminino que a tornou conhecida há mais de uma década.
O início do espectáculo foi ao som do arrepiante 'Uninvited', tema maior da banda-sonora do filme "Cidade dos Anjos". Logo o público se rendeu à voz e simpatia da artista que, da forma algo naíf que lhe é caracteristica, tomou a Cidade do Rock de assalto e, qual felina, comandou as hostes na Bela Vista durante mais de uma hora. «Olá! É muito bom estar de volta! Obrigado por nos receberem», referiu Alanis no início da actuação. Havia de seguir-se um alinhamento coerente, repartido pelos seus vários álbuns e assente, sobretudo, nos êxitos, o que terá ditado o sucesso do espectáculo. À segunda música a plateia viajou até 1995, ao som do agressivo 'All I Really Want', o tema de abertura do disco "Jagged Little Pill", até à data, o trabalho de maior sucesso na sua carreira, com mais de 35 milhões de cópias vendidas em todo o mundo. Treze anos depois os, agora, clássicos desse álbum continuam a ser os pontos altos de cada concerto da canadiana e ela fez questão de sacar da harmónica para cantá-los a quase todos, de 'Hand In My Pocket' ao hino 'You Learn', passando pelo girl-power provocativo que é 'You Oughta Know', e pela fabulosa 'Perfect', dedicada ao público e um dos momentos mágicos da noite. Como é hábito nos seus espectáculos, 'Ironic' foi cantado a uma só voz, mais até pelos seguidores do que pela cantora, num dos pontos altos da actuação. Também não faltou o típico movimento giratório com a cabeça virada para baixo, ou sequer os rodopios intermináveis que são uma das suas imagens de marca, sendo que Alanis, ao contrário de outras divas, não costuma tropeçar ou cair. Do novo disco, "Flavors Of Entanglement", com edição marcada para a próxima Segunda-feira (02 de Junho), ouviu-se o single 'Underneath' e 'Citizen Of The Planet', a faixa que abre o longa-duração, cujo riff de guitarra lembra Jimmy Page. Entre uma e outra canção, a artista ia apresentando os músicos da sua coesa banda, composta por um teclista, um baterista, um baixista e um guitarrista.
A inevitável 'Thank You', tema maior do segundo disco, "Supposed Former Infatuation Junkie", fechou o serão em jeito de agradecimento mútuo e foi o culminar de um concerto que só pecou por ser algo curto e por não ter tido um encore (imposição da organização?). Durante toda a apresentação Alanis esteve em comunhão com a plateia que assistia, ora letárgica, a beber o sumo de cada nota musical tocada e de cada palavra cantada, ora em êxtase, a vibrar de forma explosiva. De guitarra em punho, a pequena canadiana mostrou que ainda sabe, e bem, defender a bandeira do rock no feminino e protagonizou, porventura, um dos grandes concertos da edição deste ano do Rock In Rio Lisboa.


O alinhamento do espectáculo foi o seguinte:


Intro - Moratorium


Uninvited


All I Really Want


8 Easy Steps


Perfect


You Learn


Citizen Of The Planet


Hand In My Pocket


Underneath


Moratorium


You Oughta Know


Ironic


Thank You

RIR: a paródia dos Skank

Os brasileiros Skank tiveram a honra de abrir o Palco Mundo, no segundo dia do Rock In Rio 08. Desde o primeiro momento, o colectivo liderado por Samuel Rosa fez a festa e animou os festivaleiros presentes.


Rock, pop, funk, sons tropicais e algumas pinceladas de reggae, assentes em letras que variam entre o contestatário e o festivo despreocupado, são os ingredientes do cocktail sonoro da banda, que espalhou a alegria e boa disposição típica dos cariocas na Cidade do Rock e deixou no ar um forte odor a praia e a Brasil. De resto, na plateia encontravam-se imensos cidadãos oriúndos do país irmão.


Com 'É Uma Partida de Futebol' viveu-se a primeira explosão de energia do final de tarde, com toda a plateia a cantar e a saltar em uníssono, evocando o poder do desporto-rei.


«É uma honra imensa retornar a Portugal. (...) Que bom que podemos partilhar um espectáculo destes com vocês. (...) É a primeira vez que fazemos um Rock In Rio na nossa história. A próxima música eu queria dedicar a vocês portugueses e ao povo brasileiro que está aqui», referiu Samuel Rosa, antes de interpretar o tema 'Amores Imperfeitos'. O músico desceu, depois, ao corredor central situado em frente ao palco para cumprimentar o público, em jeito de agradecimento, numa demostração de carinho, retribuída pela plateia.


Em palco os Skank são uma banda coesa e eficiente, assente na guitarra e baixo, teclas, bateria e diversos instrumentos de sopro, e lembram frequentemente uns Oasis. O vocalista é alma e o coração do grupo e é detentor de uma capacidade vocal assinalável, que só peca quando assume um tom demasiado gritado. Ainda assim é notório o traquejo de palco que alcançaram em mais de 15 anos de carreira, pontuados com inúmeros prémios e milhares de discos vendidos.


O tema maior da banda, 'Garota Nacional' foi o ponto alto de toda a actuação. 'Beleza Pura', 'Três Lados' e 'Vou Deixar' foram, também, bem recebidos pela plateia e os obrigatórios 'Resposta' e 'Saideira' fecharam o concerto com chave de ouro.


A canadiana Alanis Morissette foi a próxima a apresentar-se no palco principal do RIR 08, com o novo disco "Flavors Of Entanglement", debaixo do braço, a par de êxitos como 'Ironic, 'You Learn', 'Thank U' ou 'Uninvited'.




O alinhamento do concerto dos Skank foi o seguinte:


Mil Acasos


É Uma Partida de Futebol


Esmola


Pacato Cidadão


Uma Canção


Amores Imperfeitos


Jackie Tequila


Balada do Amor Inabalável


Beleza Pura


Três Lados


Vou Deixar


Garota Nacional


Resposta


Vamos Fugir


Saideira

sábado, 31 de maio de 2008

Rock In Rio-Lisboa: 2º dia

No segundo dia do Rock In Rio-Lisboa, apesar das previsões atmosféricas, a tarde de sol convidou os visitantes da Bela Vista a rumar ao recinto bem cedo.


Pouco depois das portas abrirem já eram visíveis algumas filas para os vários stands que anima o recinto.Pelas 17h00 já registava um maior número de pessoas que aquelas que ontem, pela mesma hora, se encontravam no espaço do evento.


Ainda assim, e mesmo com os Bon Jovi e Alanis Morissette a representarem os dois maiores motivos de romaria ao segundo dia do festival, não se prevê a lotação esgotada de Amy Winehouse e Lenny Kravitz.


No palco Sunset, com várias barracas de comida a secundar o seu anfi-teatro natural, NBC e Verónica Larrene animaram ao som do hip-hop com traços soul e funk o público, que se aglomerou em número considerável para ouvir os primeiros sons do dia.


A primeira dupla nacional daquele palco fez-se acompanhar de uma banda de quatro músicos e três elementos a assegurar o coro.


A versão de NBC para o tema dos GNR 'Bem Vindo ao Passado',da colectânea de tributo à banda portuense, "Revistados 25-06", o seu novo single 'Segunda Pele' e 'Sempre que Quiseres Falar', a única canção em português do álbum de Verónica Larrene ajudaram a colorir o final de tarde, no palco Sunset. Para as 20h30 está prevista no mesmo espaço um homenagem a Rui Veloso, com um concerto a cargo de Sara Tavares e dos Expensive Soul e as presenças do próprio e de Roberta Medina, em representação da organização do Rock In Rio-Lisboa.


No Palco Principal, estão já os skank a dar o ponta-pé de saída.
Ana Tomás tz
31-05-08 - RIR: Winehouse a

Gabriella Cilmi em Junho

O primeiro álbum da australiana Gabriella Cilmi é editado no nosso país a 16 de Junho.


"Lessons To Be Learned" é como se chama o disco de estreia da cantora de 'Sweet About Me', tema que serve de banda sonora a uma campanha publicitária.


Aquele que é o single de estreia da artista tem sido um dos mais tocados nas rádios nacionais e já alcançou a liderança do iTunes português. Pela Europa, 'Sweet About Me' tem sido, também um caso de popularidade, com mais de 35 mil downloads, apenas no Reino Unido.


Gabriella Cilmi tem 16 anos de idade e começou a sua carreira numa garagem de amigos, em Melbourne. Versões dos Led Zepplin, Kings of Leon e Jet foram alguns dos primeiros temas que cantou. Mais tarde a participação num festival local mudou a sua vida. Cerca de um ano depois assinava pela Island Records. Gabriella tornou-se na artista mais nova de sempre a atingir a liderança do top de singles na Austrália, á conta de 'Sweet About Me'.


O alinhamento completo de "Lessons To Be Learned" é o seguinte:


01. Save The Lies


02. Sweet About Me


03. Sanctuary


04. Einstein


05. Got No Place To Go


06. Don't Wanna Go To Bed Now


07. Messy


08. Awkward Game


09. Safer


10. Cigarettes And Lies


11. Terrifying


12. Sit In The Blues


13. Echo Beach